domingo, 24 de junho de 2007

Pobre Europa

A UE vive uma fase de enorme importância no seu caminho para a integração, acreditando ou não nesse caminho, Portugal assume papel de relevância na fase em que vai assumir a presidência da mesma.
Adivinha-se um novo Tratado que surgirá com o nome de uma qualquer localidade portuguesa, facto histórico, sem dúvida, mas como se conseguirá esse acordo entre os 27?
Sócrates está preparado à meses para o papel de grande líder europeu, parece até que deixou de ser primeiro-ministro por cá, não deixando ninguém a assumir o seu papel, logo temos um Executivo sem líder, adivinhando-se medidas sem nexo, numa fase em que se decidirá muito acerca do nosso futuro interno. Já para não pensar nas corridas a lugares no El-Dourado de Bruxelas à maioria dos ministros!
Se por um lado o homem por cá faz um bocado de publicidade a medidas que só são aplicadas teoricamente e parcialmente espera-se que no contexto europeu o seu papel seja melhor…. Mas será que se pode pedir mais? Será que tem capacidade para mais? Não acredito.
Adivinho um semestre de encontros com Blair, sendo que o futuro dos 27 será acima de tudo decidido por ele. Senão veja-se: O novo executivo francês tem problemas internos a resolver e está no inicio do mandato, Itália vive na corda bamba porque o ex-comissário não está seguro no seu lugar, Ângela Merckl parece queres ajudar, mas nunca ao lado dos ingleses, a Polónia já provou que funciona bem com Sócrates, no sistema de “eu calo-me mas dás-me tanto”, Espanha está virada para o País Basco, os novos países vão um bocado na onda…
Vamos ver o “nosso” Primeiro-ministro a fazer jogging matinal nas principais praças europeias sendo essa a sua grande vantagem pessoal, por os jornalistas a correr…
E mais uma vez Portugal vai ficar em 2º plano. Fuck que isto ta mesmo a ficar cada vez pior!
É por isso que eu digo Pobre Europa aquela que espera que esta gente faça algo por ela… Mas provavelmente será melhor assim!

Polícia Municipal sem competência

Sempre me revelei contra a nova força semi-policial criada por decreto do Governo português.
Câmaras Municipais a recrutar dá sempre lugar a panelinhas para os filhos dos amigos, eleitores de cor e amigos íntimos da família governativa.
Se são realmente necessários mais efectivos nas ruas aumentava-se o efectivo de GNR e PSP, nada de mais fácil.
Uma notícia de hoje do JN veio dar razão à minha opinião…
Um típico português protestou uma multa de trânsito infligida por uma PM, foi descortês, impróprio e desrespeitador da autoridade. A PM puxou dos galões e pediu-lhe a identificação e os documentos da viatura, que prontamente lhe foram negados pelo típico condutor português. Resultado, voz de prisão mal acatada.
Vamos a tribunal e afinal o arguido tem razão…
O colectivo faz referência a uma lei (nº49/98) que determina que as forças policiais só podem exigir as identificações em locais públicos quando existirem contra o cidadão "fundadas suspeitas de prática de crimes contra a vida e a integridade das pessoas, a paz e a Humanidade, a ordem democrática, os valores e interesses da vida em sociedade e o Estado, ou tenha penetrado e permaneça irregularmente no território nacional ou contra a qual penda processo de extradição ou de expulsão" . No acórdão é também mencionada a Lei nº 20/87, que estabelece que o cidadão só tem de obedecer à ordem de identificação se a mesma for emitida por elementos da GNR, PSP, PJ, SEF ou Polícia Marítima. O tribunal acrescentou que, no caso em concreto, não era"indispensável a identificação do arguido, já que o auto de notícia por contra-ordenação não exige a identificação ".
Voltemos atrás, sou contra a PM porque foi uma força semi-policial, sem autoridade necessária, virada para as panelinhas, cheia de incompetentes, que não se sabe ao certo para que serve e ainda por cima não de acordo com a legislação em vigor no nosso país… Continuem a inventar porque nós temos necessidade do riso!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Livros

Hoje fui comprar uns livros de apoio ao estudo para um familiar e fiquei a pensar se os quase 100€ de investimento seriam uma obrigação para quem quer tirar boas notas ou se simplesmente eram anexos para os mais lerdos…
Rapidamente cheguei a conclusão que o sistema educacional está em quebra total…. A começar pelos livros! Então o manual de uma qualquer disciplina não deveria vir preparado para disponibilizar ao aluno um vasto ramo de exercícios aplicados à matéria leccionada? Afinal há o livro de Português do 1º período, outro para o 2º, outro para o 3º, mais o livro de exercícios, mais o livro de apoio para o exame, mas uns anexos…
E quem não tem capacidade financeira para isso tudo? Não vai poder estudar? Não recebe a formação adequada?
Pedagogia, pedopedagogia, más notas, toda a gente a passar de ano…. Não resulta! Voltem às réguas e canas (até me dói a cabeça só de lembrar), pelo menos os resultados eram um pouco melhores!
Acredito que os professores não tenham a culpa, afinal nem são eles a decidir qual é o manual ou o método de ensino. Afinal eles também já levam dos alunos, invertendo-se o papel de postura e respeito!
Mais um exemplo em como Portugal se está a “abrasileirar”, ou tem massa para Gucci ou joga bola na areia! Trabalho? Não, faz calos! Fogo… O Afonso Henriques deve andar ás cabeçadas ao túmulo!

Desligado

Olhar e não ver, passar e não reparar, ouvir e não entender….
Há dias assim, dias em que a velocidade de funcionamento da massa cinzenta atinge tal velocidade que tudo o que se passa à volta da carapaça é ignorado. Mas também é nessas alturas que as grandes ideias surgem, que as palavras flúem com facilidade e que nunca se consegue parar…. Só há que saber entender quando se está assim, para o bem e para o mal!

terça-feira, 12 de junho de 2007

Agora a sério

Ainda ninguém percebeu que temos de saber tirar partido da nossa localização geográfica nesta pequenina Aldeia chamada Terra?
As economias sul americanas ganham cada vez mais relevo no contexto dos mercados de bens primários e intermédios. Mão-de-obra barata, baixos custos de produção, enfim, o paraíso …
Ora pensem lá qual é a forma de mandar todos esses bens para a Europa? Por barco, lá está…. E qual é o país mais próximo da América do Sul? Portugal…. Então porque raio é que vai tudo para Roterdão, Hamburgo e Barcelona? Porque fica mais caro deixar um contentor em Portugal, que levá-lo até Hamburgo e depois por via terrestre até Paris, Marselha, Roma, Berlim ou outro qualquer ponto industrial e comercial da Europa….
E agora pergunto eu…. Se estamos a pensar construir aeroportos, linhas de alta velocidade, investir nos portos e nas redes viárias, porque raio não pensamos como deve ser e desenhamos um plano estratégico de investimento pensando Portugal como a porta de entrada na Europa, e de saída também, de matérias e produtos? Porra, é muito difícil? Onde andam os grandes cérebros deste país? A dar de comer aos ratos de laboratório? Ou a ver o “Big Brtother”?...
Pensem nisto: grande porto marítimo ou em Sines ou norte de Sines, porto marítimo turístico em Lisboa, Aeroporto dotado de grande capacidade de movimento de mercadorias, linha de TGV e de comboios de mercadorias directa a Espanha/Europa Central e tudo isto organizado e articulado convenientemente.
Os cereais brasileiros a caminho da França a cruzarem-se com os chiques italianos a caminho de um Cruzeiro Transatlântico!
Não é só para organizar festas para os outros que temos jeito…. Vamos lá, talvez ainda tenhamos uma hipótese! Ainda aproveitamos as sinergias deste investimento e voltamos a explorar Africa, o futuro da economia mundial!
P.S. Esta ideia vai ser registada como patente minha!!!!!

Os nabos

Não, não é uma reflexão sobre os benefícios do tubérculo para a saúde, é antes um dos possíveis títulos da próxima novela da TVI cujo tema central é a escolha da localização do novo Aeroporto.
Drama, amor, ligações perigosas, Floribelas e outras figurinhas, numa mescla de incompetência, teimosia, burrice e arte em bem gastar o dinheirinho do Zé Nabo Eleitor.
E para finalizar a escolha certa: algures na Extremadura Espanhola, o Sócrates a beijar apaixonadamente o Zapatero, com uma imagem desértica em fundo e o ministro a fazer de Camelo porque é a única personagem que lhe cai bem na figura.
Final feliz para alguns, para outros mais uma novela financiada por todos nós.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Novela de um dasaparecimento.

Era inevitável! Tinha de dar a minha opinião sobre o assunto.
Não quero lembrar tudo o que se pode fazer e ganhar com uma miúda, é daquelas coisas que uma mente sã tenta esquecer que existe, pois traz-nos uma imagem do ser humano no seu estado mais animalesco, desprezível, grotesco e imoral.
No caso concreto da pequena inglesa desaparecida numa praia do Algarve temos de dar ênfase à onda noticiosa que foi criada, muito por culpa dos pais, e que arda em desaparecer. No ponto de vista dos média tugas há algo muito maior escondido atrás da notícia: o facto de por em causa o paraíso estrangeiro em que se transformou aquele pedaço de Portugal. Somos pequeninos em tudo, não é?
Criou-se uma novela da vida real, esta sim a verdadeira, que pode até ter comprometido as investigações! Mas e se fosse o Nelito, filho do Sr. Antonio sapateiro de S. João Onde o Vento Vira?
A recordação de outras histórias, muito menos mediatizadas, esquecidas até, vieram a baila e isso sim é positivo. Não é normal em nenhum povo civilizado dar mais relevo às noticias de provêm de fontes estrangeiras que aquilo se passa dentro das nossas fronteiras, mas nós sempre fomos assim, bata lembrar as frases colocadas nos comboios de alimentos que saiam de Portugal em direcção à França e Alemanha onde se podia ler “Sobras de Portugal”.
Imagem da nova geração rasca…. É melhor parece-lo que sê-lo!
Será que não desapareceu nenhum portugues nas ultimas semanas? E a novela jornalistica, onde está? As entrevistas em directo, os lacinhos amarelos?
Mas não deixo de desejar que apareça a miúda, ela e todos aqueles se encontram desaparecidos, mas não se pode deixar de analisas as situações friamente e concluir que a nossa mesquinhês é muito maior que qualquer Peninsula!